sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Poesia na UATI

OS MISTÉRIOS DO MAR
-
EU ESTAVA A MEDITAR,
SENTADA NA LOIRA AREIA,
"QUE MISTÉRIOS TEM O MAR?"
SURGIU NA MINHA IDEIA...
-
AS FACES ENTRISTECIDAS,
E NO CORAÇÃO AS MÁGOAS!
EU PENSO EM QUANTAS VIDAS,
SE PERDERAM NAS SUAS ÁGUAS...
-
NO VERÃO O MAR É LINDO,
E MESMO TÃO SEDUTOR!
MAS NO INVERNO BRAMIDO,
RUGE TÃO AMEAÇADOR!
-
O MAR É UM TRAIÇOEIRO,
QUE ESPALHA TANTA DOR,
QUE MATA O MARINHEIRO,
E TAMBÉM O PESCADOR.
-
QUANTOS BARCOS JÁ VOLTOU,
NAS ONDAS EM TURBILHÃO!
QUANTAS CRIANÇAS DEIXOU,
SEM PAI P'RA LHES DAR O PÃO...
-
O MAR QUANDO ESTÁ IRADO,
LEVA VÍTIMAS INDEFESAS!
QUE TERÁ ELE GUARDADO...
BEM NAS SUAS PROFUNDESAS?
-
E VEM NA PRAIA LANÇAR,
AS VÍTIMAS QUE ARREBATOU...
COMO PARA NOS MOSTRAR
OS CRIMES QUE PRATICOU.
-
Albertina Coelho Rodrigues
Aluna da UATI.

O Cão Serra da Estrela

O Cão da Serra da Estrela é uma das raças portuguesas e uma das mais antigas da Península Ibérica. A sua verdadeira origem perde-se no tempo. Com um carácter dócil e fiel ao dono tem sido apreciado pelo seu instinto protector. Reconhecida desde cedo a sua coragem perante o perigo foi inicialmente usado para proteger os rebanhos dos predadores. Não é um cão pastor porque não conduz as ovelhas. A sua inteligência e o corpo bem musculado permitem ser ainda um exímio cão de guarda de propriedades e da família mostrando-se agressivo para com os intrusos (animais ou humanos). Se um intruso não se afastar o Cão da Serra da Estrela ataca nunca recuando perante uma ameaça.A sua pelagem densa permite uma protecção contra as baixas temperaturas e as cores aprovadas são o lobeiro, raiado ou unicolor. Na região craniofacial é típica a máscara de cor negra e as malhas brancas podem aparecer nas extremidades dos membros, na face ventral do pescoço e peito. O corpo apesar de bem musculado permite uma agilidade e rapidez de corrida características desta raça. Apesar da sua robustez são vários cuidados a ter com os exemplares desta raça como seja uma alimentação adequada em qualidade e quantidade. O exercício físico também não deve ser descurado assim como a escovagem do pêlo.O Cão da Serra da Estrela é actualmente também muito apreciado como cão de companhia e família. É um companheiro participativo nas horas de lazer do dono e principalmente nas actividades ao ar livre. Em geral adora as crianças e admite todo o tipo de brincadeiras.Ana OliveiraMédica Veterinária

Zorba o meu fiel Amigo

Cá estou eu o Zorba, os meus pais são oriundos da Serra da Estrela, ambos com pedigree, eu degenerei no nascimento, fui nascer em Almodovar, mas mantive a linhagem. Imigrei ainda não tinha um mês para os Algarves, mais propriamente para Montechoro, perto de Albufeira até ao momento ainda não vi aquilo a que chamam praia, e muito menos a night de Albufeira, bem com donos destes não admira, não saiem da casota nem para uma voltinha e depois dizem que querem dar uma volta com um tal Pulanito que passa a vida a papar kms de bicicleta pelos Alentejos.
A razão porque decidi aparecer nesta coisa do «blogcanil» deve-se á inercia dos meus donos, e assim poder ler as dicas da nossa Veterinária do blog, assim como a idade, sim a idade, não se riam, já cá cantam quatro anecos e até ao momento nada, mesmo nadinha, compreendem não é verdade ? Será que algum dos «cybercanitos» que lêm estas coisas, têm uma amiga que se queira divertir um pouco, pr exemplo, a catar pulgas.
Pertenço a uma linhagem séria, não bebo, não fumo, e só de vez em quando petisco uns queijitos perdidos pela mansão, o último dizem os forretas dos meus donos que tinha dois quilos, vejam lá, que grande coisa dois kilitos.
Tenho duas amigas, chatas como tudo, mas não quero que me instaurem um processo de pedófilia, ainda por cima com estas baixotas.
Não se esqueçam, cá fico á espera, como não sou racista informo que convivo com todas as raças.
Alberto David

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Destino de sonho !!!


Conversão de ficheiros PPS em Video por Alberto David

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Escrito em ANGOLA !!!

PRANTO DE MORTE E FOME

Caiu o sol.
A memória vem longa.
A cacimba arredonda a noite.
O fogo já nem tem brasas.
O frio sacode os paus da cubata.
Caiu também o vento.
As marés, exangues, caminham
errantes pelo areal.
As lágrimas com sal,do muito penar,
estão tintas de sangue.
Choram baixinho entre búzios perdidos.
Os tantans da guerra, trazem à praia
cardumes de cadáveres mutilados
nas lutas fratricidas.
Uma criança chora perdida no areal.
O areal está deserto.
Mataram o Tempo.

Chora, Poeta de Dakar.
Calaram cerce o teu canto.
As correntes soam de novo a arrastar.
Pior que a amargura,
o troco e o colono,
é a sede, a fome,
mais o abandono da tua raça que morre.
É de lágrimas o meu pranto,
mas é de morte o teu canto.
Enterraram a negritude:
- Poeta Velho de Dakar!
A Morte também não tarda e não é negra.
É parda!

Postagem de: Alberto David

domingo, 26 de agosto de 2007

Manuel Ribeiro, o engenheiro poeta


"Artista é um ser que não dorme"

Manuel Ribeiro, o engenheiro poeta que depois de percorrer todos os cantos do mundo, escolheu Albufeira para se dedicar às artes, é o nosso escolhido hoje, para fazer parte do nosso blog da UATI.

De uma afabilidade impar, Manuel Ribeiro reúne intensamente as paisagens geográficas e humanas de Albufeira, não esquecendo porém a mansidão bucólica de Vila Velha Ródão, onde o Tejo começa a falar português, terra que o viu nascer, e que ressalta de vez em quando em algumas das suas composições poéticas. Con três livros editados "Pintura = a Poesia nas Rotas do Sul", "Os Filhos do Barro" e "Albufeira no Coração", inúmeras exposições de pintura por todo o país, Manuel Ribeiro dedica-nos agora a sua sensibilidade artística na primeira pessoa.



Postagem de Alberto David
"Extraida da revista albufeira de julho de 2007"


quinta-feira, 23 de agosto de 2007

DIAS CONTADOS V

Sonho alucinante – Separa-nos a imensidão do Atlântico, e nada mais. A tudo o resto estamos ligadas. Quando me levanto, ela ainda dorme, e quando adormeço, ela gira em roda-viva. Ainda que desencontradas há sempre algo que nos une, e que nos afasta também. Fecho os olhos e a sua imagem esbatida ganha contornos, quando a vida adquire novo sentido. É como se o mundo estivesse perto e longe, em simultâneo, e em permanente mutação. Visiono-a parada no tempo, correndo contra o mesmo, quebrando barreiras. Tacteio, e quase lhe alcanço os cabelos de oiro. Respiro fundo, e sinto-lhe a fragrância, como se fosse uma flor. Mas, varrida pelo vento, acabo por a perder entre os dedos. Resta-me o vazio da ausência, num universo findo de se esboroar. De um só fôlego, desperto do meu sono, perdendo toda a profundeza. Enfrentada a veracidade, torno-me incapaz de ultrapassar distâncias, sem que por um segundo o amor se esgote.
No outro dia, na praia, uma criança loira chamava pela mãe, e por escassos segundos, penso que é por mim que implora. Não, não pode ser. Os seus olhos não são claros, nem da cor do céu como os dela, e entretanto ela cresceu.

Espero sempre por ti o dia inteiro,
Quando na praia sobe, de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Ponto de partida - A utilização de meios informáticos nas escolas e centros de formação, sem dúvida que veio revolucionar mentalidades, e apostar na criação de uma inovação informática, da qual tanto professores como alunos passaram a beneficiar. As salas de aula de antigamente, os métodos tradicionais, e os manuais em papel, vieram dar lugar a outras experiências informatizadas, através de quadros interactivos, e dvds – um conjunto diversificado de ferramentas que ajudam a melhor ensinar com as novas tecnologias, e a aprender com maior motivação. A Internet tornou-se numa aliada inestimável que permite aceder a novos conteúdos, e formatos multimédia, onde o texto tem menos peso, e nos proporciona animações, e gráficos interactivos. Seria muito positivo que também na nossa universidade, no próximo ano lectivo, houvesse uma campanha de sensibilização massiva de aprendizagem digital, para que todos os colegas sem excepção, independentemente da idade, viessem a tirar partido de um meio de comunicação, e de pesquisa à escala global, imprescindível nos dias que correm. Mais do que nunca alinhe nas novas virtualidades, e não deixe a oportunidade passar.

Aqui em http://www.uatialbufeira.blogspot.com/ derrubamos muros, e projectamos ideias. Não deixe de interagir!

Teresa Nesler

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Linda prova de AMOR !!!!!

Concelhos preciosos..................

Conselhos para cuidar do seu gato persa:

Escove o seu gato diariamente com uma escova para gatos de pêlo comprido. Caso contrário o pêlo forma nόs que sό se conseguem remover pela tosquia.
  1. Limpe os olhos do seu gato persa diariamente com uma gaze molhada com soro fisiológico.
  2. As orelhas também podem ser limpas com uma gaze e soro fisiológico. Nunca insira cotonetes dentro do canal auditivo.
  3. Geralmente os gatos são muito eficientes na sua higiene mas se necessário podem tomar banho. No banho deve usar um champô suave para gatos. Se possível, deixe o animal secar ao ar dentro de casa. A maior parte dos gatos não simpatiza com o secador de cabelo.
  4. Os gatos persas facilmente formam bolas de pêlo dentro do estômago o que provoca o vómito. Peça ao seu médico-veterinário que lhe aconselhe uma pasta oral para ajudar a remover os pêlos do estômago.
  5. Os gatos brancos não devem ser expostos ao sol por desenvolverem mais facilmente tumores no nariz e nas orelhas. A mesma regra se aplica se o seu gato tiver somente o nariz e/ou as orelhas brancas.
  6. Mantenha as vacinas e desparasitações em dia.
  7. Alimente o seu gato com uma dieta de qualidade. Algumas marcas já possuem dietas adequadas a gatos persas. O seu gato agradece e evita alguns problemas de saúde.
Ana Margarida Oliveira
Médica Veterinária

Mostrem os vossos Animais no blog da UATI

Não tenho o dom da minha amiga Teresa para escrever, identifico-me mais com tudo o que se relaciona com a imagem, mas resolvi criar no blog um cantinho dedicado aos nossos melhores amigos.
Quem não tem em casa um cão, um gato, um passarinho, um peixinho, uma galinha, um cágado, ou até mesmo uma iguana? ou até vários animais de estimação?
Eles fazem parte da nossa família, para alguns são mesmo a sua única família.
Assim solicito que nos enviem uma foto de um animal de cada vez contando-nos a sua história. A foto pode ser em papel normal, o David copia e devolve imediatamente.

Ao mesmo tempo a médica veterinária dará alguns conselhos.

Tenho 4 animais, mas vou começar pela minha “neta” Nina.

A ESTRELA DA SEMANA

Chamo-me “NINA” nasci a 14 Abril de 2002, tenho 5 anos, sou do signo Carneiro logo muito teimosa.

Sou de raça persa exótico de pêlo curto. Mesmo assim todos reclamam lá em casa porque no início do Verão o meu pêlo cai muito, o que deixa tudo branco.

Adoro brincar e sou muito independente sobretudo na hora da “siesta” não gosto de ser incomodada.

Estou no Algarve há 4 anos em casa da minha “avó”, depois que a minha dona foi para a Escócia e não me pode levar com ela. Mas gosto de viver aqui, apesar de não me deixarem tomar os banhos de Sol que gostaria por causa da minha cor.

Helena Oliveira

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Homenagem no seu centenário


Santo e Senha

DeixemPassar quem vai na sua estrada.
Deixem passar
Quem vai cheio de noite e de luar.
Deixem passar e não lhe digam nada..
Deixem,
que vai apenasBeber água de sonho a qualquer fonte;
Ou colher açucenas
A um jardim que ele lá sabe,
ali defronte..

Vem da terra de todos,
onde mora
E onde volta depois de amanhecer.
Deixem-no pois passar,
agora.

Que vai cheio de noite e solidão
Que vai ser uma estrela no chão.

Uma Redacção para recordar..........

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros. Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.Nisto a porta abriu-se repentinamente.Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.Que loucura, meu Deus!Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.Só que, as condições eram estas:Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

Alberto David

domingo, 12 de agosto de 2007

HOMENAGEM AOS 100 ANOS - MIGUEL TORGA

Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem
ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

*
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer,enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.


Miguel Torga
Cartoons do Henrique

Alberto David