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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

POESIA ÉS COMO SANGUE

Poesia és como sangue ardente,
Em movimento no meu corpo ardente.
Sempre exististe dentro de mim,
Talvez ligada ao meu destino,
Quem sabe, se logo de pequenino,
Mas só há pouco te abraço assim.

Poesia comandas a minha mente
E minha mão convidas a escrever,
Sinto cá dentro teu grande fervor.
Doravante, sou juízo do meu ser:
Vou respirar beleza, puramente,
Seguindo o rumo da ventura e do amor.

Poesia solta ou bem ordenada,
Hino de esperança, de saudade,
Sonho nocturno, lua aluada,
Através de ti digo a «amizade».
Poesia gosto de ti, como do sol a terra,
Tudo o que escrevo, em ti se encerra.

António Henrique – Paderne, 8 de Março de 1999

domingo, 20 de janeiro de 2008

HABITA NOS MEUS SONHOS PAZ

Sonhos que foram gravados
A ouro na imaginação.
Sonhos que são estimados,
Sonhos que despertam paixão...
Na vida quase tudo passei,
Sonhos belos, sonhos risonhos,
Habita paz nos meus sonhos,
Sonhos que não esquecerei,
Sonhos lindos, mas agitados.
De sonhos fui forasteiro,
Sonhos de Inverno, Janeiro,
Nossos corpos entrelaçados…
Sonhos que ultrapassam a voz,
Memórias, sonhos vividos.
Sonhos por ventura perdidos,
Deixam rasto dentro de nós…

Albufeira, 22 de Junho de 2001
Poema de António Henrique