sexta-feira, 9 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
In loco (I)
Já sabíamos que a nossa professora de literatura além de muito empenhada, era jovem, feminina, graciosa, trocista, contestatária (o que é saudável), e super divertida. O que desconhecíamos é que era motoqueira também!? Só que a repórter estava lá...
Teresa Nesler
segunda-feira, 5 de maio de 2008
LIBERDADE
cem mil vezes proibida
e outras tantas murmurada
que grita inteira no meu peito.
-
Há uma palavra
cem mil vezes proibida
que foi já partida e terra de chegada
e desfolho em meus dedos com certo jeito.
-
Palavra
cem mil vezes perdida
cem mil vezes achada.
Cem mil vezes repetida
e outras tantas desejada.
-
Por ela Abril floriu
naquela longa madrugada.
-
E se entre medos
ódios e opressões
eu não mais puder resistir
-
hei-de gritar a palavra Liberdade
quanto meu pensamento
ou raiva o permitir.
-
domingo, 4 de maio de 2008
Cronicando (2)
Somos animados por sentimentos de segurança e insegurança.
Em todas as situações criamos e recriamos, encontramos a nossa essência humana e divina.
Temos como propósito a busca da perfeição, que nunca a atingiremos, devido à nossa condição de seres imperfeitos.
No nosso percurso, somos impelidos diariamente para o caminho da satisfação ou não do nosso Ego.
As marchas das nossas vidas, encontram-se em várias encruzilhadas, entre elas, o Amor, o Próximo, os Sonhos, o Conhecimento, o Medo, as Certezas, as Incertezas, que se colam à nossa pele.
As certezas tornam-se em verdades absolutas para aqueles que as dominam e as fundamentam.
As incertezas, são os nossos medos, perante o desconhecido e o imprevisível, que advêm da nossa incapacidade de as anular e solucioná-las.
Porque abraçamos a Vida e tememos a Morte? Elas são vizinhas próximas, têm o mesmo cheiro, o mesmo espaço e a mesma origem, DEUS, para os que crêem Nele, e, para os ateus, duma matéria preexistente.
Todos estes estados fazem parte do ser humano. Cumpre-nos a nós, sabermos reinventar a vida, criando comportamentos para não entrarmos nas margens da violência (física ou oral). Utilizar com sabedoria a individualidade, acreditando que os outros têm direito à sua própria liberdade. Devemos descolar-nos dos preconceitos.
A nossa cultura, a nossa vida, e, a forma como a vivemos, é o Concerto musical e poético que nos leva muitas vezes ao sonho e à utopia, que nos concede momentos de plena felicidade.
Eu, acredito neles, e, penso tal como o nosso poeta Gedião: Sempre que o Homem sonha o Mundo pula e avança…
Barricadas de Maio de 1968 ainda dividem os franceses
Barricadas de Maio de 1968 ainda dividem os franceses
Estudantes de 40 anos atrás protestaram por quebra de regras; hoje tentam impedir reformas de Sarkozy
Steven Erlanger - The New York Times
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NANTERRE, França - Há 40 anos, estudantes franceses engravatados atiraram pedras contra a polícia e exigiram que o duro sistema pós-guerra mudasse. Hoje, a classe estudantil, preocupada com a busca por empregos e a perda de benefícios estatais, marcha pelas ruas pedindo para que nada mude. Maio de 1968 foi um divisor de águas na vida da França, um momento sagrado de libertação para muitos, em que a juventude se uniu, os trabalhadores ouviram e o governo semi-real do general De Gaulle se assustou.
Porém, para outros, como o atual presidente francês, Nicolas Sarkozy, que tinha apenas 13 anos na época, Maio de 1968 representa a anarquia e o relativismo moral, a destruição de valores sociais e patrióticos que, ditos a grosso modo, "devem ser liquidados". O feroz debate sobre o que aconteceu há 40 anos é algo muito francês. Chega a existir uma luta sobre rótulos - a direita chama o incidente de "evento", enquanto a esquerda afirma que foi um "movimento".
Enquanto a revolta da juventude se tornou generalizada no Ocidente - dos protestos anti-Vietnã nos Estados Unidos aos Rolling Stones em uma descontraída Londres e finalmente a organização terrorista alemã de extrema esquerda Baader-Meinhof - a França foi onde os protestos da geração do baby-boom se aproximaram mais de uma revolução política real, com mais de 10 milhões de trabalhadores em greve, e não só como uma reação contra as regras de opressão sociais, educacionais e de educação sexual.
Para o ator francês André Glucksmann, que ainda é um famoso intelectual, Maio de 1986 é um "monumento, tanto sublime como detestado, que nós queremos comemorar ou enterrar". "É um 'cadáver'", ele disse, "que todos querem roubar um pedaço". Glucksmann, que aos 71 anos ainda tem o cabelo no estilo dos Beatles, escreveu um livro que o seu filho cineasta, Raphael, de 28 anos, chamou de Maio 68 explicado por Nicolas Sarkozy (tradução livre)
Sarkozy, em um afiado discurso de campanha há um ano, enquanto ainda concorria à Presidência contra o candidato socialista, atacou o Maio de 1968 e "seus herdeiros esquerdistas", a quem ele culpou pela crise da "moralidade, da autoridade, do trabalho e da identidade nacional". Ele atacou ainda "o cinismo dos fracassados", os altos esquerdistas.
Em 1968, "A esperança era mudar o mundo, assim como a Revolução Bolchevique, porém foi inevitavelmente incompleta, e as instituições do Estado foram intocadas", disse Glucksmann. "Nós comemoramos, mas a direita está no poder". Como esquerdista, ele afirmou, "este é um Estado em coma mental".
Para Raphael Glucksmann, que liderou sua primeira greve ainda no colegial, em 1995, sua geração carrega a nostalgia por seus pais rebeldes, mas não tem estômago para lutar em tempos tão difíceis para a economia. "Os jovens estão marchando agora para recusar todas as reformas, para defender os direitos de seus professores", ele disse. "Nós não vemos alternativas. Somos uma geração sem atitude".
Os eventos ou movimentos de 40 anos atrás começaram em março, na Universidade de Nanterre, fora de Paris, onde um jovem franco-alemão Daniel Cohn-Bendit liderou as manifestações contra as regras que proibiam que homens e mulheres dividissem dormitórios. Quando a instituição foi fechada no início de maio, a revolta se espalhou pelo centro de Paris, até Sorbonne, onde os estudantes da elite protestaram contra regras antiquadas da universidade, e posteriormente os trabalhadores em grandes fábricas.
Os episódios da barricadas, os confrontos policiais e as bombas de gás lacrimogêneo são valorizadas pelos franceses, recapturadas em cada revista e em muitos livros, incluindo um do fotógrafo Marc Riboud, agora com 84 anos, chamado Under the Cobblestones, em referência ao famoso slogan da época "sob o pavimento, a praia".
Cohn-Bendit, conhecido como Danny le Rouge, pela cor de sua posição política e de seus cabelos, ainda é o responsável por outros slogans da época, como "é proibido proibir" e "viva sem limites e aproveite sem moderação" - com a palavra em francês para aproveitar com um duplo sentido de clímax sexual. A imposição foi especialmente influente em um país em que a pílula anticoncepcional tinha sido autorizada para venda a menos de um ano, lembrou Alain Geismar, outro líder do time.
Geismar, um cientista que passou 18 anos da cadeira - mas depois serviu como conselheiro de Ministérios do governo - escreveu em seu livro Meu Maio de 1968 (tradução livre). Agora com 69 anos, Geismar usa um iPhone, onde coloca o seu catálogo musical formado em grande parte por Mozart. O movimento teve sucesso como "uma revolução social, não política", afirmou. Enquanto o governo do general De Gaulle respondeu com a polícia e mobilizou tropas no caso de os estudantes marcharem até o palácio presidencial, Geismar disse que nunca ocorreu esta idéia entre os líderes estudantis, que falavam de revolução mas nunca tiveram a intenção de promover uma.
Mais significantemente, Geismar notou, o movimento foi "o começo do fim do Partido Comunista na França", que se opôs profundamente com a revolta dos ativistas esquerdistas jovens que não poderiam ser controlados. Os esquerdistas ainda conseguiram um importante caminho ao acabar com a autoridade do partido nos grandes sindicatos industriais. A sociedade de Maio de 1968 "era completamente obstruída", disse Geismar,
"Como um homem divorciado, Sarkozy não poderia ter sido convidado para jantar no Palácio do Eliseu, liderando sozinho e eleito presidente da França", Geismar afirmou. Tanto a vida pessoal e o sucesso político de Sarkozy, com estrangeiros e judeus, "são inimagináveis sem 1968", acrescentou. "Os neoconservadores são inimagináveis sem 1968".
André Glucksmann, que ainda apóia Sarkozy como a melhor opção para modernizar "o dourado museu da França", e reduzir o poder do "Estado sacramentado", está preocupado com o modo como a campanha do presidente atacou os eventos de Maio de 1968. "Sarkozy é o primeiro presidente pós-1968", disse Glucksmann. "Para liquidar 1968, ele teria que liquidar a si mesmo".
Publicado por:Alberto David
sábado, 3 de maio de 2008
Dia das Mães
Obrigado , Senhor , pela mãe que você me deu ...
... por todas as Mães do mundo
... pelas mães brancas , de pele alvinha ...
... pelas pardas , morenas ou bem pretinhas ...
... pelas ricas e pelas pobrezinhas ...
... pelas mães - titias , pelas mães -vovós , pelas madrastas -mães ,
... pelas professoras - mães ...
... pela mãe que embala ao colo o filho que não é seu ...
... pela saudade querida da mãe que já partiu ...
... pelo amor latente em todas as mulheres , que
desperta ao sentir desabrochar em si uma nova vida ...
... pelo amor , maravilhoso amor que une mães e filhos ...
Eu lhe agradeço , Senhor !
Autor desconhecido
sexta-feira, 2 de maio de 2008
"Queixa das Almas Jovens Censuradas "

e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola
Dão-nos um mapa imaginário
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade
Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prêmio de ser assim
sem pecado e sem inocência
Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro
Penteiam-nos os crânios ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
conosco quando estamos sós
Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo
Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro
Dão-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
dão-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco
Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura
Dão-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar já o enterro
do nosso corpo mais adiante
Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
que espeta os cornos no destino
Dão-nos marujos de papelão
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte.
-
Morreu em Lisboa a 16 de Março de 1993.
A sua vasta obra poética encontra-se reunida em Poesia Completa: O Sol nas Noites e o Luar nos Dias, 1993. Natália Correia é ainda autora de obras como A Ilha de Circe (ficção), 1983; Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente (teatro), 1981; Uma Estátua para Herodes (ensaio), 1974.
Ouça alguns poemas seleccionados de Natália Correia-Poesia Completa e leia Soneto de Abril, que demonstra o empenhamento político da poetisa.
Pode ainda ler uma recensão sobre o Auto da Feiticeira Cotovia.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
DIA DO TRABALHADOR

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Dia do Trabalhador)
Dia do Trabalho na cidade de Mumbai, na Índia
O Dia do Trabalhador é celebrado anualmente no dia 1 de Maio em numerosos países do mundo, sendo feriado no Brasil, Portugal assim como em muitos outros países. No Brasil também chamado Dia do Trabalho, para que ironize-se que no Dia do Trabalho não se trabalha. O correto é Dia do Trabalhador.
1 História
2 Dia do Trabalhador em Portugal
3 Dia do Trabalhador no Brasil
4 Dia do Trabalhador em Moçambique
5 O Dia do Trabalhador no mundo
Em 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pelas polícia. O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-Intersindical (Confederação Geral dos Trabalhadores Portuguêses - Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral das Trabalhadores). No Algarve, é costume a população fazer pic-nics e são organizadas algumas festas na região.
Dia do Trabalhador no Brasil
Até o início da Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituíssem um grupo político muito forte, dada a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.
Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo.
Dia do Trabalhador em Moçambique
Durante o período colonial (até 1975), os Moçambicanos estavam isentos de celebrar o 1º de Maio em virtude do regime colonial Português. No entanto, houve manifestações de trabalhadores Moçambicanos, em Particular em Lourenço Marques (actual Maputo), contra o modo de relações laborais existente naquele período.
Após a Independência Nacional, o Dia do Trabalhador é celebrado anualmente em Moçambique, e com o passar dos anos, com as reformas políticas, económicas e sociais que o País sofreu apartir de finais da década de 80, registou-se um crescimento do Movimento sindical em Moçambique. A Primeira instituição sindical no País foi a Organização dos Trabalhadores Moçambicanos (OTM), que veio depois a impulsionar o surgimento de novos movimentos sindicais, cada vez mais específicos de acordo com os sectores de actividade.
O Dia do Trabalhador no mundo
Alguns países celebram o Dia do Trabalhador em datas diferentes de 1 de Maio:
Austrália: A data de celebração varia de acordo com a região: 4 de Março na Austrália Ocidental, 11 de Março no estado de Vitória, 6 de Maio em Queensland e Território do Norte e 7 de Outubro em Canberra, Nova Gales do Sul (Sydney) e na Austrália Meridional.
Estados Unidos da América: Celebram o Labor Day na primeira segunda-feira de Setembro

