segunda-feira, 10 de março de 2008

domingo, 9 de março de 2008

Ainda a Mulher !

EM 1871 ERA ASSIM, E AGORA ?


As Farpas


O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!»
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Eça de Queirós

Fantástico aniversário da colega Lurdes Cruz

Indignação em Lisboa


Culminando semanas de protestos, entre 80 a cem mil professores manifestaram-se este sábado em Lisboa, numa iniciativa a que deram o nome de Marcha da Indignação...

Somos uma Universidade da Terceira Idade, estamos afastados deste tipo de lutas, mas não podemos nem devemos deixar de apoiar aqueles, que acumulam ao seu esforço diário, na educação dos nosssos filhos e netos, mais algumas horas gratuitas, para pacientemente nos transmitirem conhecimentos.
Razão no meu entender, mais do que suficiente, para os apoiarmos naquilo que consideram as suas justas lutas.
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Alberto David

sábado, 8 de março de 2008

MULHER !!

AS NOVAS SETE MARAVILHAS DO MUNDO

No verão de 2007, Lisboa serviu de palco internacional à eleição, com pompa e circunstância, das novas “Sete Maravilhas do Mundo” – evento que teve repercussão à escala do planeta, não obstante a Unesco se ter mantido à margem do certame.
Apesar de ainda estarem bem frescos na memória de toda a gente os nomes dessas extraordinárias criações do engenho humano, não resistimos a enumerá-las aqui e agora, em breve síntese.
Eis, pois, as sete maravilhas dos tempos modernos que mereceram o aplauso e o consenso de muitas pessoas por esse mundo fora:
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1. A Grande Muralha da China – Tem cerca de 6.000 quilómetros de exten-são e foi iniciada no ano de 300 a.C. para impedir as invasões dos hunos e de outras tribos do norte da China; até ao ano de 214 a. C., foram construídos vários troços distantes uns dos outros e, partir desta data, foram eles reparados, unidos e ampliados num único sistema; durante a dinastia Ming (1368/1644), a muralha sofreu uma grande restauração; embora não oficialmente, a Grande Muralha da China já há muito que vinha sendo considerada como uma das Maravilhas do Mundo.
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2. A cidade de Petra – Visitada recentemente pelo Presidente da República Cavaco Silva, está situada em pleno deserto jordano, numa posição geo-
gráfica privilegiada, já que, localizando-se a meio caminho do Mar Morto e o Golfo de Aqaba, controlava duas grandes rotas de comércio: uma que ia da Arábia e do Golfo Pérsico até ao Mediterrâneo e outra que ligava o Mar Vermelho à Síria. Foi, aliás, ao intenso tráfego de caravanas que por ali passava que Petra – fundada pelos caravaneiros nabateus – ficou a dever a sua existência, expansão e prosperidade. A sua grandeza e florescimento estão bem patentes nos inúmeros monu-mentos talhados na rocha, com arte e beleza inexcedíveis. O seu declínio começou com a anexação ao Império Romano, no tempo de Trajano, e culminou com a conquista árabe. Votada ao abandono, esteve séculos e séculos esquecida e até ignorada pelo mundo ocidental.
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3. O Monumento a Cristo Redentor – Ergue-se no pico do Corcovado, a 700 metros de altitude, e foi solenemente inaugurado no ano de 1931. A está-tua de Cristo Redentor, de braços abertos, tem 35 metros de altura. O local, que domina todo o panorama da Baía de Guanabara, é uma das maiores atracções turísticas do Rio de Janeiro.
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4. Machu-Pichu – É o que resta de uma cidade inca, alcandorada no cimo de um penhasco dos Andes peruanos, a mais de 300 metros de altitude.
Esta situação geográfica ímpar contribuiu decisivamente para que, séculos depois de abandonada, ninguém mais soubesse da sua existência. Tanto assim que passou totalmente despercebida aos conquistadores e colonizadores espanhóis e só veio a ser descoberta em 1911 pelo Prof. Hiram Bingham. O conjunto arqueológico de Machu-Pichu é constituído por construções de pedra aparelhada, tais como habitações, santuários, templos, extensas escadarias e um complicado sistema de esgotos.
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5. Zona Arqueológica de Chichen Itza – Situa-se na Península do Yucatan, no México. O seu monumento mais conhecido e emblemático é o Tem-plo de Kukulcan. Como este tem a forma de pirâmide maia, os conquistadores espanhóis baptizaram-no de El Castillo. O sítio arqueológico em que se insere caracteriza-se pela beleza natural envolvente e pela boa conservação em que se encontram os monumentos.

Como o autor já visitou esta maravilha mundial, a ela se referirá mais desenvolvidamente na crónica que, sob a rubrica IMPRESSÕES DE VIAGEM, lhe dedicará.


6. O Coliseu de Roma – Esta obra monumental, conhecida inicialmente por Anfiteatro Flaviano, em homenagem ao seu construtor, o Imperador Tito Flávio Vespasiano, foi inaugurada no ano 80 da nossa era. A partir daí,o “Coliseu passou a simbolizar o poder e o esplendor da Roma impe-rial”, como disse alguém. A ele nos referiremos com mais pormenores, dado que já tivemos o privilégio de o visitar e admirar por duas vezes.

7. O Taj-Mahal, em Agra – Índia – Esta obra-prima da arquitectura indo islâmica é um verdadeiro hino de amor cristalizado em mármore branco e rosa, esmaltado de pedras preciosas. Na verdade, é o grandioso mausoléu que o imperador Shah Jahan mandou erigir, junto ao rio Jamna, em memória da sua esposa favorita, Munitaz Mahal. No seu interior, abundam os mosaicos de cornalina, de jaspe e de lápis-lazúli, os arabescos e as inscrições com textos do Alcorão. O monumento – que é rematado por um enorme zimbório de mármore branco – demorou 20 anos a construir, de 1632 a 1654.


Por fim, uma palavra de apreço para com os monumentos que, embora seleccionados, não lograram ser eleitos. São eles, entre outros: Stonehenge, no Reino Unido, Angkor, no Camboja, Torre Eiffel, em Paris, Estátua da Liberdade, em Nova York, Ópera de Sidney, Basílica de São Basílio, em Moscovo, Basílica de Santa Sofia, em Istambul, Estátuas Gigantescas da Ilha da Páscoa, Parténon, de Atenas, etc., etc. . Qualquer deles podia, pela sua beleza, grandiosidade e engenho, ter sido eleito também.

Leopoldo Santos – Estudante da UATI - Albufeira


quinta-feira, 6 de março de 2008

Mulher









Olhei-te
Franzina de corpo
enorme de alma e coração

Criança
Mulher
Amante
Mãe

Companheira de vários momentos
Fruto de outros momentos
Química de alegria, prazer e dor

Em ti nasciam cardos
Rosas e malmequeres,
Espinhos de saudades
Paixões de amores e vaidades
Pétalas de bem querer

Borboleta te vi
Voar
Rastejar
Chorar
Odiar
Amar

Tudo em ti eram sentimentos
Partilhei teus perfumes
Tua música, tua poesia
Teus enlevos e alentos

Amei teus passos vacilantes
Tuas certezas e incertezas

Olhei-te de novo, com os olhos da alma,
Vi a luz pura da menina,
Sentimentos de mulher abnegada
De amante, amada, sofrida

Vi a mãe lutadora
Arrastando seus passos
Combatendo as intempéries da vida
Prosseguindo o sonho da tranquilidade

Senti-te em mim
Revi-me em ti
Fixei-te, procurei-te

Meu Deus…
Tu e eu éramos a mesma mulher
Com o mesmo querer

E em mim, nasceram cardos
Rosas e malmequeres

Poema da Zizi dedicado à mulher – ano de 2002

Estamos na semana da MULHER !!

quarta-feira, 5 de março de 2008

DIAS CONTADOS XVI

Um outro atractivo - Quando as grandes questões da existência me atormentam, e as dúvidas persistem, é lá que procuro refúgio. Por vezes, a encruzilhada da vida também se complica, e sem sinais de esperança, um a um vão-se apagando todos os meus sonhos. Entre os silêncios e a palavra, é lá que procuro resposta às minhas necessidades, e me permito encontrar o equilíbrio. É que a partir dele, tudo parece ganhar outra dimensão, como se de uma descoberta guiada se tratasse. A clareza da sua linguagem, a forma de se exprimir, a grandeza do seu espírito, tornou-se referência obrigatória, domingo após domingo. Ali a doutrina não se esvazia, e firme e absoluto, com sentido de missão, ele promove o diálogo com perícia, combatendo a consciência ligeira, e o adormecimento da actual sociedade. Com uma enorme capacidade de chegar aos outros, ele mobiliza, e acrescenta, sem nunca deixar de investir na interactividade com a comunidade. Todo o seu discurso é estruturado, pertinente, e vibrante de convicção. As palavras são acesas, e é de viva voz que nos cativa, por vezes elevando o tom. Orador magistral, e atento ao mundo que mudou, o seu papel é preponderante, quer nos gestos, quer na forma de comunicar, ou noutros ângulos de abordagem. O território é vasto, e os caminhos intermináveis. Em busca do sagrado, nesta viagem ao meu interior, a dinâmica da escuta leva-me às profundezas da alma, e acalenta-me de novo as expectativas. Para lá da justeza dos vocábulos, o padre César simplesmente desperta-nos para a vida, embalando-me os sentidos.

Património da língua – Sábado passado voltei a passar por lá. Afinal nunca as palavras de há tantos séculos fazem hoje tanto sentido como as dele, através dos seus grandes textos da vida. Aliás o tema seria inesgotável, e a este homem de linguagem poderosa, força profética e visionária, que nos escreve numa prosa barroca para além do seu tempo, há sem dúvida uma relação com a transcendência, e o nosso próprio futuro. No ano em que se comemora o quarto centenário do nascimento do maior pregador português, foi importante reunirmo-nos na biblioteca municipal, e revermos as injustiças sociais que o padre António Vieira denunciou, tal como os direitos humanos na defesa dos índios. Ele é como que a recuperação dos nossos dias, e há quem afirme que sem ele talvez que nem Camilo, nem Saramago pudessem existir. As suas cartas e sermões, em tom argumentativo e dialéctico, de incomparável vernaculidade, e surpreendente imaginação, constituem um valioso testemunho das opiniões do universo luso-brasileiro do século XVII. Quer queiramos quer não, ele é nosso contemporâneo, e representa a humanidade de cada um de nós.

Teresa Nesler

terça-feira, 4 de março de 2008

segunda-feira, 3 de março de 2008

domingo, 2 de março de 2008

A Homenagem da UATI

Dia internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de Março. É um dia comemorativo para a celebração dos feitos econômicos, políticos e sociais alcançados pela mulher.
A idéia da existência de um dia internacional da mulher foi inicialmente proposta na virada do século XX, durante o rápido processo de industrialização e expansão econômica que levou aos protestos sobre as condições de trabalho. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos em 8 de Março de 1857 em Nova Iorque, em que protestavam sobre as más condições de trabalho e reduzidos salários.
Este fato levou à uma versão distorcida dos fatos, misturando este evento com o incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist, que também aconteceu em Nova Iorque, em 25 de março de 1911, onde morreram 146 trabalhadoras. Segundo esta versão, 129 trabalhadoras durante um protesto teriam sido trancadas e queimadas vivas. Este evento porém nunca aconteceu e o incêndio da Triangle Shirtwaist continua como o pior incêndio da história de Nova Iorque.
Muitos outros protestos se seguiram nos anos seguintes ao episódio de 8 de Março, destacando-se um outro em 1908, onde 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução de horário, melhores salários, e o direito ao voto. Assim, o primeiro Dia Internacional da Mulher observou-se a 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América após uma declaração do Partido Socialista da América. Em 1910, a primeira conferência internacional sobre a mulher ocorreu em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista, e o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido. No ano seguinte, esse dia foi celebrado por mais de um milhão de pessoas na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, no dia 19 de Março. No entanto, logo depois, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 140 costureiras; o número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Além disto, ocorreram também manifestações pela Paz em toda a Europa nas vésperas da Primeira Guerra Mundial.
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher serviram de estopim para a Revolução russa de 1917. Depois da Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético permaneceu numa celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a sua vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a sua simpatia ou amor pelas mulheres da sua vida — um tanto semelhante a uma mistura dos feriados ocidentais Dia das Mães e Dia dos Namorados. O dia permanece como feriado oficial na Rússia (bem como na Bielorrússia, Macedônia, Moldávia e Ucrânia), e verifica-se pelas ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres (quaisquer mulheres). Quando a Tchecoslováquia integrou o Bloco Soviético, esta celebração foi apoiada oficialmente e gradualmente transformada em paródia — ver MDŽ.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu. Foi revitalizado pelo feminismo na década de 1960. Em 1975, designado como o Ano Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher.

Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher

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PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO

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Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.

O QUE SE PRETENDE COM A CELEBRAÇÃO DESTE DIA
Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher