quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Música para o Fim de Semana

Andrea Bocelli and Luciano Pavarotti Medley

FOTOGRAFIA DO ANO


RAZÃO PARA VIVER
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Encontrei uma razão para viver
De porta aberta sonhos risonhos!
Sinto o verdadeiro do meu ser,
Foram-me restituídos meus sonhos…
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Sonhos que se tornaram realidade,
Outra página de amor, ventura
Ventura que me dá felicidade,
Sonhos que me enchem de doçura…
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Sonhos desejados, delirantes,
No entardecer da minha vida.
Noites para amar, para amantes…
Vida, dia-a-dia, é diluída.
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Fechei as portas do meu passado,
Vou dar novo rumo à minha vida.
Vou carregar na alma o pecado,
Vou amar sem conta, nem medida…
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António Henrique – Paderne, 18.09.2000

DIAS CONTADOS VIII

Na linha da frente – Faça chuva, ou faça sol, ela está sempre lá. Com o oceano ao fundo, e o casario à espreita, ao som da cadência ritmada das ondas, e do cheiro a maresia. Naturalmente faz da esplanada um prolongamento da sua própria sala de estar, e breves instantes chegam para a ver dar um beijo a um, apertar a mão a outro, sussurrar para um lado, e sorrir para mais alguém, com meio mundo a seus pés! Assim é a Zizi, e o seu frenético dia a dia, e aqueles são apenas uma pequena parte dos infindáveis protagonistas que a rodeiam, num universo que é tudo menos estático. Confesso que é sempre um enorme prazer ir ao seu encontro, como se alegremente me despertasse para a vida. Numa destas tardes, quando trocávamos um dedo de conversa, ao sabor de uma agradável sopa de grão, rematada com um cheirinho a hortelã, tive o privilégio de conhecer no seio do seu circulo de amizades, o ilustre casal do Porto, José e Lurdes Neto, a quem completamente me rendi. Foi ali mesmo, naquele magnifico cenário, que recebi uma singular aula de literatura ao ar livre, sobre precisamente Cesário Verde. Tendo em mãos o seu livro de poemas, e confrontando-me com uma certa perplexidade em lhe reconhecer a genialidade, que muitos lhe atribuem, bastou o José soltar as palavras certas, para mais tarde o redescobrir. As imagens do quotidiano citadino, o reencontro com o campo, a poesia descritiva, a aproximação à pintura impressionista, o interesse pelo conflito social, e o colorido da linguagem que me foram apontados, inverteram-me a opinião, num momento de viragem absolutamente único. A partilha do conhecimento, e o cruzamento de saberes, às vezes geram estas coisas!

E eu, apesar do sol, examinei-a:
Pôs-se de pé; ressoam-lhe os tamancos;
E abre-se-lhe o algodão azul da meia,
Se ela se curva, esguedelhada, feia,
E pendurando os seus bracinhos brancos.

Cesário Verde (Num bairro moderno)

Pura magia – A viagem é iniciada cedo, quando a neblina ainda paira no ar. À medida que vamos avançando, o sol desperta, e o arvoredo prende-me o olhar, que se cruza com uma nova descoberta. Logo a seguir à passagem pela Ribeira, sou invadida por uma sensação de liberdade, ao contemplar a paisagem vasta, e o infinito do horizonte. Não há vento, e apenas uma leve brisa toma conta de mim, trazendo-me sossego, e tranquilidade. Tento esquecer as horas, e consumi-las vagarosamente, para não fugir à realidade que me envolve. Inclinadas sobre o rio, as vinhas das encostas não são mais do que um rasgo de emoção. Ao encontro das expectativas, o vinho da região demarcada anda por todas as bocas do mundo fora. Passamos por baixo de pontes, por pequenos aglomerados aqui e ali, pela barragem de Crestuma-Lever, por outros barcos, e outras gentes, que das margens nos acenam em sinal de paz. Só o pássaro que sobrevoa quebra o silêncio que nos fala mais alto. Um dia no Douro não me chega, e a memória e a nostalgia pedem-me para quanto antes lá voltar.
Teresa Nesler

terça-feira, 9 de outubro de 2007

HORÁRIO DAS ACTIVIDADES - 2007/2008

Segunda-Feira
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10:30 - 11:20 - Música Popular..........Sala III
11:30 - 12:20 - Música Popular..........Sala III
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14:30 - 15:20 - Literatura Portuguesa * Filosofia/Psicologia (a).........Sala II

(a) - Estas disciplinas funcionam quinzenalmente, de forma alternada.
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15:30 - 16:20 - História de Portugal..........Sala II
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16:30 - 17:20 - Informática (Nível 2).........Informática
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Terça-Feira
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10:30 -11:20 - Economia Portuguesa................Sala II
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15:30 - 16:20 - Sociologia do Quotidiano..(b)...Sala II
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(b) - Esta disciplina funciona quinzenalmente
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15:30 - 16:20 - Alemão..........Sala II
16:30 - 17:20 - Alemão..........Sala II
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Quarta-Feira
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09:30 -10:30 - Ginástica de Manutenção...........Sala III
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10:30 - 12:20 - Artes Decorativas........................Sala I
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14:30 - 15:20 - Desenho............Sala I
14:30 - 15:20 - Taichi................Sala III
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15:30 - 16:20 - Desenho..................................Sala I
15:30 - 16:20 - Música - Arte dos Sons.........Sede
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16:30 - 17:20 - Informática (Iniciação)..........Informática
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Quinta-Feira
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14:30 - 15:20 - Inglês..........................................Sala II
15:30 - 16:20 - Alemão........................................Sala II
16:30 - 17:20 - Alemão........................................Sala II
17:30 - 18:30 - Etiquetas e Boas Maneiras.......Sala II
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Sexta-Feira
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10:30 - 11:20 - Danças.................Sala III
15:30 - 16:20 - Internet...............Informática

domingo, 7 de outubro de 2007

Abertura do Ano Escolar - 2007/2008




Em ambiente de festa a Direcção da Associação dos Amigos de Albufeira, abriu o novo Ano escolar de 2007/2008 na UATI.
O presidente Sr. Manuel Trocado, acompanhado por vários elementos da Direcção, e pelo Professor Domingos Coelho, coordenador pedagógico da UATI dirigiram a todos os Professores e Alunos presentes palavras de incentivo e agradecimento.
A cerimónia de abertura desenrolou-se em ambiente festivo e de pura confraternização como é timbre na UATI.
O coktail de boas vindas, como já vêm sendo habitual, esteve a cargo do sempre incansavel casal Alves, a todos eles Alunos e Professores, agradecem o momento vivido.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

DIAS CONTADOS VII

A ilha – Longe das multidões, e dos grandes centros urbanos, é sempre um prazer lá voltar. Do barco avisto a limpidez da água, e a areia fina e branca, com pinheiros salpicados, aqui e ali. Apeamo-nos, e vagarosamente seguimos o trilho, entre um grupo de nuestros hermanos, e dois jovens holandeses de mochila às costas. Acelero o passo, e de imediato mergulho num mar sem fim. Ali, não há lugar para balbúrdia, ou sequer poluição. Subsiste apenas a intensidade de cada momento. De seguida saboreio um peixe fresco, e toda a tranquilidade que noutros locais me falta, até deixar a ilha de Tavira, de novo defrontando o caos.

As ondas quebraram uma a uma
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só p’ra mim

Sophia de Mello Breyner Andresen

O nó – Tal como uma princesa saída dum conto de fadas, surge-nos passo a passo, fulgurante e esbelta. Pelo braço do pai avança ao encontro do noivo, que transborda de alegria difícil de conter. Ao som de notas melódicas parte-se da igreja para o copo d’ água, que se prolonga até ao final do dia, enquadrado num cenário natural, com Sintra a perder-se de vista. É o início de uma nova caminhada a dois, e o compromisso com o amanhã, quando a vida passa a ser dividida. Felizes para sempre? Porque não?! Basta a vontade de cada um, saber sempre colocar-se no lugar do outro. À minha sobrinha Carolina, e ao André, brindo a um futuro risonho e duradouro.

A indefinição – Começou a contagem decrescente para o reinício das aulas. Não podendo marcar presença na sessão de abertura, anseio que se estabeleçam novos procedimentos e objectivos, e que os mesmos sejam eficazmente atingidos. Já pouco faltará para sabermos o que de diferente está em marcha, e qual a estratégia a seguir, para nos conquistar a todos, apenas um bocadinho mais. A bem da Uati!

O imparável – Apaixonado pela vida, desdobra-se de blog em blog, sempre com muita emoção. Uma vez mais, o nosso responsável técnico torna a surpreender-nos, recriando mais um espaço, onde militares de outrora se voltam a reencontrar. Para além das palavras, e das fotografias, está toda uma memória colectiva agregada a ligações passadas, que importa preservar. É mais um desafio, e o enorme prazer de reinventar, partilhando vivências, e reconstituindo lembranças em: http://www.batalhaocavalaria1883.blogspot.com/. Não deixe de ir espreitar!

Teresa Nesler

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O Teatro Sénior, continua a voar

Inserido no Programa Viver Sénior

E a convite da Camara Municipal de Portimão

o Grupo de Teatro Senior de Albufeira levou em cena "O Vôo das Gaivotas" encenado por Meire Gomes, no passado domingo no Festival Viva+ no "Portimão Arena" ao que se seguiu um animado jantar convivio no Restaurante "Lugar do Rio" oferecido pela C.M.P.


O Grupo de
Teatro Senior agradece

Á Camara Municipal de Portimão, por nos ter dado a possibilidade de divulgar o nosso trabalho e á Camara Municipal de Albufeira pelo apoio logistico que colocou á nossa disposição, a ambas o nosso Obrigado.

Trabalho realizado por:

Helena Oliveira



Meire Gomes, nascida a 6 de Dezembro de 1961 em Floresta Azul, estado da Bahia no Brasil.
Profissão Pintora, chegou a Portugal em Novembro de 1999, onde desde então já fez algumas
exposições na Galeria Samora Barros em Albufeira, contudo o Teatro é a sua paixão sendo
actualmente a encenadora do Grupo de Teatro de Albufeira e actriz, cenógrafa e caracterizadora
da Companhia de Teatro 100 Palavras de Loulé.
Fotografia e descrição de:
Helena Oliveira

O Rottweiler


A origem do Rottweiler remota à época romana onde era usado como cão de guarda de rebanhos e de acampamentos militares do exército romano. A expansão do Império Romano através dos Alpes levou à criação O deste gado numa vila alemã chamada Rottweiler, daí o seu nome. Este cão era apreciado pela sua coragem e inteligência sendo principalmente usado pelos criadores de gado da região para guardar o gado e a carne.
Actualmente a raça Rottweiler expandiu para quase todo o mundo sendo usado como cão de guarda, trabalho e companhia. A sua docilidade e obediência permitem um bom enquadramento em muitas famílias. Embora a sua tendência para o domínio seja vincada o estabelecimento de uma hierarquia pelo dono estabelece o equilíbrio.
O Rottweiler é um cão robusto mas precisa de uma alimentação equilibrada e adaptada a raças grandes. Quando se compra um Rottweiler deve-se ter em consideração a possibilidade de o cão estar afectado por displasia da anca. A displasia da anca tem origem genética sendo possível ser detectada por exame radiológico antes do aparecimento dos primeiros sintomas. Deve-se evitar a reprodução de cães afectados por esta doença. Igualmente importantes são a vacinação e a desparasitação de acordo com o conselho do seu médico veterinário.

Ana Margarida Oliveira
Médica Veterinária

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Do Outro Lado da Fronteira

DO OUTRO LADO DA FRONTEIRA

Entre o verde dos pinheiros
e sendas de tristes carreiros,
num fim de tarde com sol,
embriagados de esperança
na espiral dos teus cabelos
e pelas veredas longas
do teu corpo
chegamos,
ao outro lado da fronteira!

Misto de bem e de mal
raiva e riso
ódio e amor
desespero e dor,
no tempo sem tempo e vento sem ar
Chegámos.
Tudo raia!
Tudo fronteira!
Terra estrangeira em tempo sem idade.

Da triste realidade voltámos!
Amor de dor
sol sem calor
chuva e maresia
no frio que fazia,
tornámos.
No outro lado
Continuava a fronteira.


Alberto David

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Novas Tecnologias !!!


Estão abertas as inscrições na UATI, vamos lá seguir o bom exemplo da fotografia, inscrevam-se nas Aulas das Novas Tecnologias e não só.
Alberto David

Imagens de Inglaterra


Adaptação do ficheiro PPS "England" para video por:

Alberto David

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Aquilino Ribeiro

HÉ um dos romancistas mais fecundos da primeira metade deste século. Inicia a sua obra em 1913 com os contos de Jardim das Tormentas e com o romance A Via Sinuosa, 1918, e mantém a qualidade literária na maioria dos seus textos, publicados com regularidade e êxito junto do público e da crítica.
Andam Faunos pelos Bosques, 1926, A Casa Grande de Romarigães, 1957, O Malhadinhas e Quando os Lobos Uivam, 1958, representam tendências constantes da sua ficção: um regionalismo que é apego à terra campesina e às suas gentes, sem perder universalidade nos seus caracteres e descrições; uma ironia terna e complacente perante os vícios humanos comuns; uma crítica violenta da opressão política e do fanatismo ideológico, uma atenção inebriada ao pulsar do torrão campestre, tanto como à vibração sensual do corpo no ser humano.

"A bolota taluda ficara ali muito quieta, muito bem refastelada em virtude do próprio peso, enterrada que nem pelouro de batalha depois de passarem carros e carretas. Que fazer senão deitar-se a dormir?! Dormiu uma hora ou uma vida inteira, quem sabe?! Um laparoto veio lá de cascos de rolha, rapou a terra, fez um toural, aliviou-se, e ela ficou por baixo, sufocada sem poder respirar, em plena escuridão. Estava no fim do fim? Um belisco, e do seu flanco saiu como uma flecha. Era de luz ou de vida? Era uma fonte ou antes um cântico de ave, de água corrente, de vagem a estalar com o sol (... )? Era tudo isto, encarnado no fogo incomburente que lhe lavrava no flanco, verbo que acabou por irradiar do próprio mistério do seu ser.
Do pinhão, que um pé-de-vento arrancou da pinha-mãe, e da bolota, que a ave deixou cair no solo, repetido o acto mil vezes, gerou-se a floresta."

A Casa Grande de Romarigães (excerto)
Alberto David